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Flores comestíveis: conheça as espécies mais usadas na culinária e saiba como prepará-las

Oiê meninas!

Recebi este tema como sugestão de Pauta e achei bem bacana para compartilhar com vocês! Não me recordo de ter comido flores na minha vida, mas fiquei bem curiosa para experimentar.

As flores comestíveis são utilizadas há séculos, na Ásia (flores de lírio-de-um-dia), Roma Antiga (rosas) e França medieval (calêndula) devido ao toque de sutileza e beleza e as cores que dão aos pratos, mas também pelo sabor e aroma que oferecem. E hoje temos as mais difundidas no nosso dia-a-dia: brócolis, couve-flor, alcachofra, flor de abóbora.

“De forma geral, elas possuem baixo valor calórico – cerca de 40 kcal por 100g, e assim como frutas e outras verduras, as flores comestíveis apresentam vitaminas como A (carotenóides) e C. Nas pétalas, principalmente, é onde encontramos minerais, vitaminas e compostos fitoquímicos, que são reconhecidos pela sua atividade antioxidante e anti-inflamatória em nosso organismo. Ainda nas pétalas, há os flavonóides, que possuem efeitos anti-inflamatório, antimicrobiano e antiviral”, comenta a nutricionista do Vigilantes do Peso, Renata Migueis.

Estudos realizados na China mostraram que extratos de flores podem ser adicionados a produtos alimentícios para melhorar seus aspectos nutricionais, ofertando uma boa fonte de fitoquímicos, que podem combater o estresse oxidativo causado por quadros clínicos como Diabetes Mellitus, hipertensão arterial sistêmica (HAS), hipercolesterolemia (níveis altos de colesterol no sangue), que causa lesões nos vasos sanguíneos.  Além disso, podem evitar ou retardar o processo oxidativo dos próprios alimentos.

Cuidados no consumo

Os cuidados básicos antes de comprar flores comestíveis são: adquirir de produtores que façam o cultivo especialmente para uso culinário, que não utilizam agrotóxicos ou tratamento químico; observar o modo de armazenamento no local; reconhecer quais plantas são destinadas ao consumo, uma vez que nem todas as flores são comestíveis, ou apresentam um bom paladar, e algumas espécies podem ser venenosas/ tóxicas. Além disso, o consumo não é recomendado a pessoas que apresentam alergia ao pólen.

Algumas flores são habitualmente consumidas na totalidade, outras apenas parcialmente (ex: pétalas de tulipa) e outras ainda apenas em certas fases do seu desenvolvimento (ex: botões de margaridas). Em alguns casos, é necessário remover partes menos adaptadas ao consumo.

Culinária

As flores comestíveis podem ter um sabor doce, ou cítrico, levemente apimentado e até amargo.

“Por isso, diversos tipos de pratos podem ter o acompanhamento de flores comestíveis: assados, cozidos, saladas, sopas, doces, pães, bolos, biscoitos, sobremesas, e até chás e refrescos”, diz o nutricionista do Vigilantes do Peso, Matheus Motta.

A higienização das flores, antes do consumo, deve ser realizada do mesmo modo como para os demais produtos de origem vegetal que são consumidos crus, mas sempre com muito cuidado, devido à delicadeza do ingrediente.

O orientação para lavar as flores é mergulhá-las em água com sanitizante, (hipoclorito de sódio, água sanitária 1 C.S. por litro de água) por 15 minutos e depois secá-las com papel toalha. Sempre com muito cuidado, pois são muito delicadas e frágeis.

Algumas partes das flores devem ser retiradas (como estames e pistilos), se forem muito evidentes (em flores grandes). Partes brancas e estames e pistilos grandes normalmente são amargos e não devem ser mastigados.

Flores mais usadas na culinária

Na sequência: Amor-Perefito, Begônia, Calêndula, Capuchinha.

Na sequência: Amor-Perefito, Begônia, Calêndula, Capuchinha.

Amor-perfeito: Tem textura aveludada e é refrescante. Boa para saladas ou aromatizar vinagres.

Begônia: As flores de Begônia podem ser encontradas nas cores vermelhas, amarela, laranja e rosada. São muito apreciadas em virtude de sua acidez agradável. Suas flores podem ser usadas nas saladas, em arranjos e sobre coberturas. Em alguns pratos como ensopados, pode substituir o ruibarbo.

Calêndula: Suas pétalas podem ser misturadas ao arroz, ao peixe, à sopa, aos queijos, iogurtes e omeletes, dando uma coloração como a do açafrão. Pode ser usada também como corante de manteiga e queijos. Apenas as pétalas devem ser consumidas, desprezando-se o miolo.

Capuchinha: São flores fáceis de cultivar, elas trazem uma explosão de cor a qualquer salada. Elas são boas recheadas, cristalizadas ou como ornamento. Possuem um gosto ligeiramente apimentado. As sementes podem até ser usadas para substituir pimentas tradicionais. A planta inteira é comestível. São as preferidas para uma salada de verão. Tem sido difundido seu uso em saladas e enfeites de pratos doces e salgados, omelete, refogados, no arroz, e purês. É rica luteína, um carotenóide.

Na sequência: Flor de Abobrinha e Abóbora; Violeta Verdadeira.

Na sequência: Flor de Abobrinha e Abóbora; Violeta Verdadeira.

Flor de Abobrinha e Abóbora: Também conhecida como flor de cambuquira. Pode ser recheada com queijo e acompanhar pratos salgados ou ainda servir de ingrediente para sopas.

Violeta verdadeira: Não é a violeta-africana, encontrada nas floriculturas. Quando fresca, é usada em saladas. Cristalizada pode ser usada para decoração de bolos, pudins e sorvetes.

Gostaram meninas?! Se vocês já comeram pratos com flores, me contem o que acharam! Bj.

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